::: Clareira da Existência :::

~ Quase nada sobre quase tudo ~ Imagem Eddie O'Bryan ~

Um Pequeno Estudo Fenomenológico Sobre A Busca Da LEVEZA (DE SER)

1. The Carry: o leito do rio e seus afluentes, o movimento das águas e as margens do rio que são os seus limites, contornos que não restringem, mas possibilitam a passagem das águas, a leveza de ser.

2. Turkey Pound: o corpo em movimento do homem robusto esbanja masculinidade, ele contrasta e ao mesmo tempo se integra com a delicadeza da vegetação, em direção às águas tranquilas.

3. Wind from the Sea: a janela aberta descortina a serenidade da brisa que invade o espaço íntimo, pois há um mundo 'lá fora', caminho que alcança outro mundo, o mar-horizonte, repleto de possibilidades.

4. Roof at Archies: o céu nebuloso e o balanço das folhagens antecipam a chuva que está por vir, então, somos convidados a correr para não apanhá-la (por que não?), através de um rastro que nos leva a um abrigo mais próximo.

5. Christina´s World: a frágil e jovem Cristina semi-deitada na relva, possuía uma doença muscular degenerativa. Apesar da elevação e da distância da casa, os sulcos do caminho estão próximos e, com algum esforço, poderá chegar até eles e conduzir-se ao seu destino, aliás, uma habitação-abrigo que parece chamá-la.

6. Leaving: da varanda, a mulher em pé contempla sem pudor a paisagem, ela se oferece ao mundo da vida, numa atitude (ética) de doação.

7. Over Flow: a mulher deitada descansa na cama esbanja feminilidade, o tom de sua pele se integra à textura das paredes do quarto e seu sexo ao da árvore, a árvore-sexo (ou o sexo-árvore) que dá frutos.

8. The Blue Door: a luz penetra o espaço da velha casa, revelando as marcas de um tempo que se foi, mas que deixou suas histórias-raízes.

9. Baleen: o homem sentado a beira mar parece absolutamente integrado ao cenário idílico, afinal, recebe aos seus pés as águas tranquilas, bem como a pequena ilha a sua frente.

10. Refuge: apesar do frio e da predominância de tons monocromáticos, a mulher encontra seu canto, pode ser íntima de si mesma e formar raízes profundas, apoiada na grande árvore enraizada.

11. Old Albert: o 'velho' Albert se ocupa no seu dia a dia, na companhia de três gatos amigos, num cenário florido, vivo, 'jovem' e multicolorido.

12. Distant Thunder: o homem ou a mulher descansa deitado(a) na relva, acompanhado(a) pelo cão amigo e por objetos pessoais (um livro e um pote), num momento de pausa (logo após um esforço?) e no aconchego proporcionado pelas sombras da natureza.

13. End of Olsens: as águas tranquilas, o voo de um pássaro e a pausa de outro no telhado da casa, a chaminé que possibilita o contato 'interior' com o mundo 'exterior'. Sempre a relação com diversos espaços afetivos.

14. Master Bedroom: o cão adormece no silêncio absoluto do quarto, sem qualquer sinal de ruído no mundo.

15. Writing Chair: uma pequena janela ilumina e aquece o ambiente, uma cadeira para escrever, um antigo porém sólido chão de madeira e uma peça de vestuário que se 'sustenta' no braço da cadeira. Podem então, o homem ou a mulher, ali retornar. Expressão pictórica da leveza.

16. Ships Clock: três objetos disponíveis - uma pequena chave, um relógio redondo e uma lamparina -, todos 'suportados' por três outros objetos. Poderíamos dizer: a leveza de ser encontrou sustentação, pois quando utilizamos a chave para abrir, encontramos algo, ou quando a utilizamos para fechar, deixamos algo, mergulhados numa temporalidade finita (relógio) e desvelados pela luz (lamparina).
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Buscar a leveza como reação ao peso de viver, como o herói das fábulas procura o voo a outros mundos. E isto não significa uma fuga, apenas uma subtração do peso, mudança de pontos de vista, caminhos novos a explorar. Não se trata de eliminar o inerente peso da existência, ora sustentável, ora insuportável, mas fundamentalmente, 'é preciso ser leve como o pássaro, e não como a pluma' (Paul Valéry). São imagens do artista americano Andrew Wyeth (1917 - 2009), que ilustram a condição humana, personagens que tentam se integrar ao ambiente, cenários que convidam o espectador a uma busca de leveza, a pequenos pontos de observação, mas que possuem uma tremenda força de expansão (Roland Barthes).
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Fico feliz por poder realizar esta pequena homenagem ao artista plástico falecido em Janeiro deste ano de 2009.
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Sim!


Imagem de Dziadek Slawekw
Toda nudez (toda verdade?) será castigada!
Nelson Rodrigues

Não!


Imagens do Instituto Moreira Salles

Ana Cristina Cesar, poetisa brasileira, nos anos 60 e 70 (1952 - 1983)
Não quero mais a fúria da verdade.
Ana Cristina Cesar

A consciência pesada de Irena Sendler

A polonesa Irena Sendler (1910 - 2008), salvou a vida de 2.500 crianças do Gueto de Varsóvia, na Polônia, durante a II Guerra Mundial, colocando-as em famílias de acolhimento ou em orfanatos e evitando assim o trágico destino que as esperava: a morte no Gueto ou em campos de concentração. Retirava as crianças do Gueto, escondidas em malas, sacos ou em ambulâncias, dizendo que estavam com doenças infecto-contagiosas, guardando a informação sobre os seus verdadeiros pais em jarras que enterrava num local seguro que apenas ela conhecia. Foi presa, torturada (quebraram-lhe os pés e pernas) e esteve condenada à morte. O suborno a um guarda da prisão livrou-a no entanto desse destino. Viveu escondida nos anos que antecederam o final da Guerra, tal como as crianças que salvou. Finda a Guerra desenterrou os documentos e iniciou o trabalho de procura do paradeiro dessas crianças, informando-as depois sobre a sua verdadeira origem. Infelizmente, a maior parte dos seus familiares já não se encontravam com vida. Nunca se considerou uma heroína: "Continuo com a consciência pesada por ter feito tão pouco", confessou. Devido ao seu estado de saúde delicado, Irena Sendler não participou da cerimônia que lhe homenageou em 2007, mas enviou uma sobrevivente, salva por ela em um gueto quando bebê, em 1942, para ler uma carta em seu nome: "Convoco todas as pessoas generosas ao amor, à tolerância e à paz, não somente em tempos de guerra, mas também em tempos de paz", escreveu.

Vasto Mundo: Osaka - Japão

Bandeira do Japão
Osaka - Japão
Esta é uma pequena homenagem ao ilustre visitante deste blog,
de Osaka - Japão.

Cartazes originais - Ingmar Bergman

















Cartazes originais de filmes e de peças de teatro, onde Ingmar Bergman é diretor ou roteirista Fonte: http://www.samlaren.org/bergman/

A revolta

Imagem de Hans Jörgen Kötter
A revolta contra esse peso (o peso da finitude mundana) dá lugar ao primeiro não.
Juliano Garcia Pessanha

Luzes, sombras e... falos!

Imagem de autor desconhecido

Cristais

O que significa ser-no-mundo?

Significa, desde sempre, estar intimamente ligado às coisas do mundo. É a superação das dicotomias entre sujeito e objeto, homem e mundo. Não há saída, estamos colados aos fenômenos mundanos. José Luiz Branco

A nossa história

Imagem de Antonio da Re
Como fazer a nossa história?
Preenchendo espaços.

Surpresas

Imagens by Widelec.org
O que me surpreende,
é que (quase) não mais nos surpreendemos com nada.
E a vida permanece assim,
inalterada.

O muro mais famoso

Imagem by Widelec.org - Muro de Berlim
E você,
já saiu de cima do seu?

Vasto Mundo: Trier - Alemanha

Bandeira da Alemanha
Trier - Alemanha
Esta é uma pequena homenagem ao ilustre visitante deste blog,
de Trier - Alemanha.

Vasto Mundo: Gijón - Espanha

Bandeira da Espanha
Gijón - Espanha
Esta é uma pequena homenagem ao ilustre visitante deste blog,
de Gijón - Espanha.

Este es un pequeño homenaje a la ilustre visitante de este blog.

Na escuridão da noite

Imagem de Antonio Carlos Castejón
(Apagão em São Paulo, 10.11.2009)
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Ensaio sobre a cegueira?
ou
A falta acende espíritos incrédulos!

Tem dias que eu fico pensando na vida...

Imagens de Tomohide Ikeya
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E sinceramente não vejo saída...
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(Lembrando de 'Vinícius e Toquinho', atualmente na abertura da novela das nove - TV Globo)

Por que o perdão também cansa de perdoar?

Imagem de Peter Velter
'Infelizmente existem aqueles que ignoram os anseios e sentimentos do outro, mesmo que este, em contrapartida, dedique-se tanto aos anseios e sentimentos destes. Existem aqueles que muitas vezes não sendo merecedores, ainda são agraciados quase diáriamente com o perdão e não o valorizam, agindo como se este fosse quase uma obrigação do outro para com eles. Essas pessoas se tornam tão cegas que ficam incapazes de ver os próprios erros e indiferentes ao sentimento alheio.

Para tais pessoas o conceito de perdão e o valor que ele possui já não é mais compreendido, a estas pessoas infelizmente não cabe mais tal prática, pois esta apenas as tornaria menos humanas, bem como, faria daqueles que perdoam pessoas submissas, capazes de abdicar de suas próprias vontades, vida, sonhos, felicidade e liberdade.

Nesses momentos, onde o uso constante, incondicional e imediato do perdão se tornou uma garantia de impunidade, cabe uma mudança de atitude. Existe uma frase que diz: “Aquele que não aprende pelo amor, aprende pela dor”. Ninguém consegue manter em sua vida aquilo que não merece, perdão não é algo apenas dado, perdão é algo merecido. Infelizmente em alguns casos, para o bem até mesmo do culpado, a punição é necessária, pois algumas pessoas só conseguirão evoluir por intermédio desta.

Reconhecer nossos erros e faltas, este o primeiro passo para corrigí-los.'


Texto de Carlos Magaldi

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Locomotivas e trens nos EUA

O sol se põe sobre os trilhos muito usados da CSX em Ohio. Foto: John Ryan
Locomotiva DASH 9 (GE), da Norfolk Southern, cruza a neve da Pensilvânia, nos EUA
Trem tracionado por locomotiva EMD RP40H-2, ao pôr-do-sol,
cruza ponte na malha da Virginia Rail Express, em Nebrasca, Virginia - EUA Trinity River na cidade de Dallas é atravessado por uma EMD GP50 da Union Pacific no estado do Texas (EUA). (Photo by Mike Bates)
Uma GE C44-9W (Dash 9-44CW) - UP 9601 - próxima a Red Rock, no Arizona (EUA). Arquivo: WaidePhotoReadyReserve
Uma GE C44-9W (Dash 9-44CW) - BNSF 1122 - desponta na cidade de Mendota, Illinois (EUA). Foto: Pete Ruesch
Trem BNSF 800129 transportando fuselagens de aviões em Austin Creek Trestle, Montana, Estados Unidos. Foto: Scott Angstadt
Locomotiva a vapor RBMN 425 na Reading & Northern, Pensilvânia, EUA, traciona trem em direção ao túnel White Haven. Foto: Christopher Blaszczyk
Trem UP3880 tracionado por uma EMD SD70M percorre a Coast Subdivision da Union Pacific. A foto foi tirada por Jeff Abbott na Horseshoe Curve em San Luis Obispo, Califórnia, EUA
Composição tracionada pela loco n° 4271 EMD F9 da Norfolk Southern atravessa a 6th Street na cidade de Augusta, na Georgia (EUA). Foto: Kevin Andrusia
Trem UP MWCRVB, da Union Pacific, cruza Gaviota Trestle, em Gaviota, na Califórnia (EUA). Foto: Nick Damato
Locomotiva Burlington Northern Santa Fé, modelo GE C44-9W, saindo do túnel Rock Bore, em Drano Lake, Washington (EUA). Foto: Ryan Dadgari

Malha ferroviária nos EUA, enquanto aqui no Brasil, 'eles' acabaram com quase tudo.
Não é para morrer de inveja e de raiva?!
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Fonte:
http://www.revistaferroviaria.com.br/
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Veja:
http://www.revistaferroviaria.com.br/memoriaferroviaria/arquivo/invetario_locomotivas.pdf

Vasto Mundo: Gistel - Bélgica

Bandeira da Bélgica
Gistel - Bélgica
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Vasto Mundo: Gronskara - Suécia

Bandeira da Suécia
Gronskara - Suécia
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Vasto Mundo: Târgu - Romênia

Bandeira da Romênia
Târgu - Romênia
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Vasto Mundo: Kahramanmaras - Turquia

Bandeira da Turquia
Kahramanmaras - Turquia
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de Kahramanmaras - Turquia.

Vasto Mundo: Antalya - Turquia

Bandeira da Turquia
Antalya - Turquia
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de Antalya - Turquia.

Vasto Mundo: Charlotte - USA

Bandeira dos Estados Unidos da América
Charlotte - USA
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de Charlotte - USA

This is a small tribute to the illustrious visitor of this blog.

Metereologia